Neste sentido, continua a empresa, “cerca de 2.500 colaboradores serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas de trabalho“. Até ao final de abril do próximo ano, cerca de 2.500 colaboradores “serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas de trabalho”, estima a empresa. Para tal, diz a Bosch, foram feitas análise através da monotorização dos dados dos consumos energéticos em tempo real nos várias edifícios numa plataforma de gestão de energia desenvolvida no âmbito da digitalização e da aplicação de soluções indústria 4.0 na unidade da Bosch em Braga. No passado, a fábrica da Bosch em Braga utilizava um mix energético de eletricidade e gás natural, com este último a ser usado maioritariamente na produção de água quente que, por sua vez, se destina aos sistemas de aquecimento e de controlo da climatização em todos os edifícios deste complexo industrial.

Bosch substitui líder em Portugal no meio de tensão

“No ano de 2024, a Bosch Portugal auferiu lucros na ordem dos 2,4 mil milhões de euros, registando um crescimento de 18% na unidade de Braga, a maior do país. O PCP questionou o Governo sobre o anúncio de que a Bosch vai colocar em “lay-off” a maioria dos seus 3.300 trabalhadores da fábrica de Braga, censurando a “multimilionária” multinacional por recorrer a este mecanismo. Cresce em inúmeras funções, posições e oportunidades. A Nexperia é uma empresa de semicondutores sediada nos Países Baixos, mas com propriedade chinesa, do grupo Wingtech.

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A Bosch, fornecedora global de tecnologia e serviços, terminou o ano fiscal de 2023 com vendas no valor de 2,1 mil milhões de euros em Portugal, incluindo vendas e serviços a empresas do Grupo Bosch – um ligeiro crescimento de 1,7% relativamente ao ano anterior. Carlos Ribas deixa de ser o representante do grupo alemão em Portugal e é substituído "até novas ordens" pelo responsável pela operação na Ibéria. Na apresentação de resultados de 2023, Carlos Ribas, o então responsável da empresa em Portugal, que foi entretanto afastado compulsivamente do cargo, estimava que a empresa continuasse a crescer em volume de negócios e em número de colaboradores, este ano. Até agora, a unidade em Portugal afastava a possibilidade de despedimentos no país.

Bosch confirma Javier González Pareja como representante do grupo em Portugal

De resto, garante, a Bosch “mantém a sua prontidão de produção nas áreas afetadas para poder produzir de forma flexível e rápida assim que os componentes eletrónicos chegarem”. Entretanto, a Bosch anunciou esta terça-feira, 28 de outubro, que a fábrica de Braga vai entrar em “lay-off” na próxima semana, por seis meses, afetando mais de três quartos do seu efetivo. Já na fábrica de Braga, principal polo de atividade da Bosch em Portugal, que empregava mais de 4.000 pessoas à entrada de 2024, a multinacional começou no princípio do verão do ano passado a dispensar trabalhadores, num total de mais de 300 ainda nesse ano, tendo entre janeiro e setembro de 2025 dispensado mais 297, pelo que tem agora cerca de 3.300. Desde então que o quadro laboral da Bosch Portugal tem vindo a descer significativamente, desde logo por via da venda da sua fábrica de Ovar, que levou à saída do “balanço” de 1.000 trabalhadores, cujos postos de trabalho passaram para a nova dona, a “private equity” Triton.

  • Enquanto planeador, vais desenhar novos processos de produção de acordo com as diretrizes da gestão de qualidade e, em conjunto com a logística, desenvolver a melhor sequência de produção para os nossos produtos.
  • Em 2024, a unidade de Braga Bosch registou um crescimento de 18% relativamente ao ano anterior.
  • Dentro desta unidade, está também a equipa da Service Solutions, dedicada à prestação de serviços nas áreas de experiência de cliente, mobilidade, monitorização e processos de negócio, que tem vindo ainda a contribuir fortemente para o crescimento da Bosch em Portugal.
  • Esta transformação “terá o seu impacto no portfólio de produtos e, consequentemente, no negócio da unidade em Braga”, adianta Carlos Ribas, responsável da Bosch em Portugal e diretor técnico da unidade bracarense, em comunicado citado pelo Jornal de Negócios.

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Ainda assim, a empresa não excluiu futuras eventuais perturbações da produção. Para os trabalhadores, o retorno representa a reposição da normalidade remuneratória e contratual; bosch-career.pt para a empresa, a recuperação da capacidade de produção. Os trabalhadores afetos à produção viram os seus contratos suspensos, enquanto os afetos ao apoio à produção ficaram sujeitos à redução temporária do período normal de trabalho, com obrigatoriedade de deslocação à empresa um dia por semana.

O administrador alemão Sven Ost chegou à fábrica e suspendeu os gestores, colocou-os fora das instalações e tirou-lhes o carro e o telemóvel da empresa. Conheça outras ofertas de emprego em Aveiro e acompanhe também as vagas e oportunidades mais recentes na nossa página Facebook dos Empregos Hoje em Portugal. A Bosch é amplamente reconhecida como um dos melhores empregadores em Portugal, proporcionando não apenas estabilidade, mas também condições de trabalho excecionais. A Bosch oferece oportunidades para profissionais em diferentes níveis de experiência, desde estágios a posições de liderança. Aqui encontram-se 93 vagas, com foco em desenvolvimento de software, engenharia de produto e manutenção de equipamentos industriais. A unidade de Ovar é especializada em sistemas de segurança e comunicação, produzindo alarmes, soluções de videovigilância e outros dispositivos tecnológicos.

A venda já anunciada da unidade de Ovar da Bosch não representa um momento de diminuição das receitas da multinacional alemã em Portugal. Nestas localizações, a empresa desenvolve e produz soluções de água quente, soluções de multimédia e segurança automóvel, sistemas de videovigilância e sistemas comunicação, dos quais mais de 90% vão para mercados internacionais. As áreas de negócio Soluções de Mobilidade e Energia e Tecnologia da Edifícios estão representadas em Portugal, com unidades em Aveiro, Braga e Ovar. O Grupo Bosch submeteu uma nova candidatura a fundos europeus para projetos a serem desenvolvidos a partir do novo centro de T&D em parceria com a Universidade do Minho. Queremos continuar a dar as melhores condições para que empresas de todo o mundo possam escolher Portugal para investir e inovar.»

“Devido à escassez de componentes para peças eletrónicas e as recorrentes interrupções na produção, o mecanismo de lay-off estabelecido no Código de Trabalho entra em vigor a partir do início de novembro até, presumivelmente, ao final de abril de 2026”, adianta a empresa. O “lay-off” da Bosch na fábrica de Braga vai arrancar na próxima semana e poderá prolongar-se até ao final de abril de 2026, afetando cerca de 2.500 trabalhadores da empresa, revela o grupo alemão, em comunicado, confirmando a notícia avançada pelo Negócios. “Devido à escassez de componentes para peças eletrónicas e as recorrentes interrupções na produção, o mecanismo de ‘lay-off’ estabelecido no Código de Trabalho entra em vigor a partir do início de novembro até, presumivelmente, ao final de abril de 2026”, adianta a empresa, em comunicado.

Devido à escassez de chips no mercado, a quinta maior exportadora portuguesa vai mandar para casa, na próxima semana, a esmagadora maioria dos seus mais de 3.300 trabalhadores da unidade bracarense, após ter reduzido o efetivo, no último ano, em cerca de 700 pessoas. Carlos Ribas mantém a meta de mil novos trabalhadores em todas as unidades portuguesas do grupo até ao final de 2018, embora admita que ela possa ser ultrapassada. Carlos Ribas avançou que estes novos contratos irão obrigar ao aumento da capacidade da fábrica de Braga e a transferir parte da produção para as instalações da empresa em Ovar, onde funciona a Bosch Security Systems.

O objetivo é continuar a expandir a produção de energia através de módulos fotovoltaicos até atingir uma capacidade de produção anual de 12GWh até 2027, o que irá aumentar a resiliência energética do complexo para 30% das necessidades. Esta produção corresponde a cerca de 10% da energia necessária neste complexo industrial. O projeto integra-se no plano alargado de transição energética da empresa, que tem como um dos principais objetivos a eliminação do uso de gás natural como fonte de energia primária. A Bosch Car Multimedia Portugal acaba de instalar na sua unidade em Braga um parque geotérmico que permite cumprir o objetivo de pôr fim ao uso de combustíveis de origem fóssil nestas instalações (sobretudo gás natural), sendo que a partir de agora toda a energia consumida será proveniente de fontes renováveis. A chinesa Nexperia, a quem a Bosch recorre para a compra de ‘chips’ para peças automóveis, está a ser intervencionada, o que está a provocar escassez destes componentes essenciais para a produção.

Com este novo investimento, o grupo pretende recrutar cerca de 50 novos trabalhadores no período de três anos, avança o Jornal de Negócios. A Bosch Car Multimedia vai avançar com um novo investimento superior a 15 milhões de euros, a concretizar até 2025, que prevê a ampliação da unidade industrial localizada na União de Freguesias de Lomar e Arcos S. Paio, em Braga. A gestão técnica da Bosch de Braga está, desde 1 de agosto de 2024, a cargo de Carlos Jardim, que até aqui era responsável pela produção e engenharia na fábrica da Bosch em Cluj, na Roménia. A Bosch tem um total de 7.050 trabalhadores em Portugal e, no ano passado, teve um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros. A empresa tem ainda presença na capital, através de um centro de serviços. Além da unidade de Braga, a Bosch está também em Aveiro, onde tem uma unidade de água quente e climatização, e em Ovar, dedicada a soluções para sistemas de segurança e comunicação, como alarmes de incêndio.